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A Intercessão dos Santos

2012 Janeiro 30
Publicado por jar

Quem pensa não casa

2012 Janeiro 20
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Publicado por Alves

O encontro com uma doutrina, mesmo com uma doutrina que é Pessoa e que se fez Carne, ainda não resolve os nossos problemas. Um encontro não se transforma em núpcias gradativamente e inevitavelmente; entre uma coisa e outra é preciso inserir um elemento decisivo.

Há um provérbio de aparência imbecil que diz assim: “Quem pensa não casa.” É costume ver nesse provérbio um encorajamento para se ficar, durante a vida inteira, fechado numa prudência burguesa. Pensar, nesse caso, quer dizer: calcular despesas, prever doenças, avaliar a liberdade perdida em confronto com os novos encargos contraídos. Quem pensar assim não casará; resta-lhe a sabedoria negativa do provérbio para consolo. Não casa, mas pensa. É livre e pensa; é uma espécie de livre-pensador.

Atrás desse sentido comodista, o provérbio encerra uma advertência e sugere que é melhor casar do que ficar pensando. Quando um sujeito, nos caprichos da vida, encontra moça que acha de sua afeição e que lhe corresponde, tem essa alternativa: escolher ou pensar. O escolher é precedido, evidentemente, de um certo pensar; é de toda prudência que se conviva com a moça, que se converse, que se observem umas tantas coisas, antes de decidir a escolha. O homem é dotado de razão também para casar e deve aplicá-la na justa medida.

A tarefa não é fácil. A moça se esconde atrás de certas manobras que, no dizer de muitos autores, lhe moram nas glândulas. O pretendente pode estar certo que ela mudará enormemente; não é assim como agora se ri que ela vai rir; não é disso que hoje chora que vai chorar. Seus gestos serão diferentes, sua forma se alterará, e sua própria voz, que tanto agrada hoje, será mais cheia e mais dura no difícil cotidiano. O mais atento leitor de um Bourget ou de um Montherlant se enganará redondamente se quiser fazer previsões psicológicas sobre a esposa escondida na noiva. Assim sendo, é justo que se pense e razoável que se cogite. Mas num certo ponto do conhecer é preciso decidir. Ou escolhe, abrindo mão nesse único ato de todas as outras moças, entregando-se totalmente, correndo todos os riscos, agüentando todas as conseqüências, querendo desde já no seu coração agüentá-las, tendo confiança, pelo pouco que sabe, no muito que desconhece, trocando generosamente o pouco pelo muito, empenhando a vida inteira a vir em cima de alguns meses que já passaram; ou então continua pensando. E se pensa não casa. Não casa porque pode passar a vida inteira pensando. Sondando; sopesando; excogitando. Conheço diversos casos assim, de namoros tristes que duraram mais de vinte anos: o noivo pensava. Num caso desses, em vez de festa de núpcias houve luto, porque o noivo morreu pensando …

* * *

Na cataquese antiga, conforme o texto da Doutrina dos Doze Apóstolos, havia menção de dois caminhos: o caminho da Vida e o caminho da morte. Terminava um em núpcias; outro em luto. Era preciso escolher. Mas não devemos de forma alguma pensar que uns escolhiam o caminho da Vida e outros o da morte, como talvez se possa depreender que aconteceu nas margens do Ipiranga. Ninguém efetivamente escolhe o caminho da morte; mas entram por ele os que não querem escolher. Morrem por não quererem morrer; perdem a vida porque a querem guardar. Foi o que aconteceu com aquele noivo infeliz que morreu pensando; pensando e guardando; e tanto guardou que perdeu.

O encontro, por si só, não dá noivado. O tempo traz a confiança que é a dilatação do encontro; mas a confiança só também não se resolve em noivado. A decisão final cabe um ato de amor, a uma entrega; e como é ato de entrega parece morte, mas é vida. Depois do encontro, começa o pretendente a considerar, se possui um robusto senso comum, que é mais razoável casar com uma moça do que viver e morrer por uma causa, ou cair apaixonado pela humanidade inteira. Em seguida, precisa ter um certo senso lúdico para namorar com ingenuidade e sem complicados cálculos psicológicos. Nada disso porém resolve seu caso, se aquele senso do outro não estremece com amor e com fome, se não é um pobre na sua carne e um pobre de espírito, isto é, se não precisa da carne do outro e do espírito do outro, se não é, em suma, capaz de dar e de receber, se não decide, uma vez por todas, morrer, para viver nos braços amorosos de uma noiva feliz.

Não adianta ficar pensando indefinidamente, porque a pessoa do outro é inesgotável diante do cogitar. Por mais que faça, não é possível entrar na equação do outro, totalmente, com o sinal do conhecer. A pessoa só pode somar-se à pessoa com o sinal da cruz; conhece-a de modo eminente amando-a e crucificando-se nela.

* * *

Há uma escolha mais decisiva do que todas: um noivado que importa mais do que nenhum, que exige muito, porque promete uma esposa sem mancha e sem ruga. Tudo pode concorrer para o encontro; mil vezes se renova esse encontro, crescendo em insistência e em significação. Nossa pobre natureza tem, no mais fundo dos abismos, os recursos fundamentais para desejar e reconhecer, para anelar por esse encontro. Tem sede de eternidade; tem inteligência configurada para a Pessoa; tem a pobreza profunda do namorado. A confiança cresce à medida que cresce o conhecimento; a noiva chama; todos os santos rezam em coro; um dilúvio de méritos vem, do céu e da terra, molhar as raízes ressequidas de nosso cogitar. Tudo isso será perdido se de nossa parte recusamos a escolha. Há um momento, entrando pela eternidade, que resolve se haverá festa ou luto. Ou casamos ou pensamos. Ou fazemos penitência, ato de reconhecimento e de amor, ou prolongamos indefinidamente nossa prudência. E por mais que estudemos, experimentemos e analisemos, por mais que cresça a confiança, se não fizermos ato de amor, não haverá núpcias. Haverá estudo; confiança boa, mas seca; razoável, mas não amorável. Podemos ficar neste conflito vinte anos, quarenta anos, anotando num diário a interessante evolução de nossa personalidade. Mas não haverá festa; e morreremos evoluindo. Poderemos passar a vida inteira experimentando a doutrina em cima dos enigmas da natureza; do sol, dos insetos, das glândulas, para ver se não há falha; mas como essas coisas são muitas, e breve é a vida, morreremos fazendo a última experiência. E não haverá núpcias; e nem sequer assistiremos aos seus preparativos com o milagre do pão e do vinho.

Ninguém poderá esgotar com o conhecimento o fundo da doutrina que é Pessoa, e dificilmente poderá conhecer a milésima parte da obra humana escrita sobre a doutrina, que é imensa. Seria loucura aguardar, para ulterior resolução, a leitura das obras completas de São Tomás ou dos textos patrísticos. Mal temos tempo para ler uns poucos antigos e meia dúzia dos autores modernos e mal podemos compreender os textos em toda a profundidade.

Será evidentemente um grande benefício para qualquer pessoa ler com boa vontade a obra de Maritain, de Karl Adam, de Guardini, de Amoroso Lima, de Dom Vonier, de Dom Columba Marmion[1]; seria ainda melhor ler São Tomás, Santo Agostinho, São Cipriano, Santo Inácio, Santo Irineu; seria ainda melhor ler as Sagradas Escrituras. Mas ainda melhor do que tudo é pedir perdão a Deus e rezar um simples Padre-Nosso pedindo para a secura da alma o socorro da Fé, da Esperança e da Caridade.

Porque quem quiser ler tudo, ler mais e mais ainda, quer ficar pensando: e não se converte. O que ele deseja, pelo direito, vem depois da opção, e é uso do convívio com a noiva. Parece círculo vicioso, mas não é círculo, é cruz. Pareceu mau raciocínio; mas é amor. Parece que o livre e indefinido exame é a maior dignidade humana, mas não é, porque a maior é a Caridade.

Num certo ponto de seu conhecer ganhou confiança; então precisa escolher. Ninguém ganha a Fé por um aperfeiçoamento progressivo da discriminação, nem ganha a Esperança pela ginástica metódica do nervo lúdico: essas coisas são dons de Deus, temos de pedir o que de antemão já é dado. E não basta pensar: temos de pedir falando, levando nosso corpo, nossa voz viva ao ouvido consagrado. Temos de entrar na objetividade de Deus.

Depois do encontro, em que Deus e toda a Comunhão dos Santos o ajudou, o chamou, o procurou, é a vez dele, desse ajudado, desse chamado. É a sua vez de jogar, cabe-lhe agora o lance.

Um escritor irônico, cujo nome me escapa, disse uma vez que “ce qu’il y a d’embêtant dans le catholicisme, c’est qu’on n’a jamais du mérite.” A frase pode ter alguma graça, se quiserem, mas não é verdadeira porque o catolicismo é a doutrina do nosso único mérito. Merecemos a imagem e semelhança de Deus; e merecemos uma terrível liberdade. Deus nos chama e nos ajuda, mas de repente ficamos numa situação inaudita, porque nos compete responder. Quase se pode dizer que nesse instante incrível há um silêncio de Deus. Todos os santos calam-se. Há um silêncio, uma espera, um frêmito de impaciência, em que somente ecoam, nas almas dos eleitos, os últimos gemidos inefáveis. E, nesse silêncio augusto e terrível, estamos subitamente sós, sós e livres, terrivelmente sós e terrivelmente livres. Nós, as criaturas, você, leitor, eu, o Edmundo, fomos chamados e inundados de misericórdias; mas de repente estamos sós e livres, e temos de fazer um pequeno ato, uma insignificância, um ato de penitência, um gesto de amor, uma coisa de nada que tem a capacidade de encher um silêncio de Deus.

Gustavo Corção em  ”A Descoberta do Outro”)

Nota:

[1] Corção romperia posteriormente com alguns destes autores, por terem adotado posições nitidamente progressistas [v. O Século do Nada].

Vaticano – 24 prêmios Nobel de Ciências

2012 Janeiro 19
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Prêmios Nobel na Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano, existente desde 1.582

A primeira ou mais antiga Academia de Ciências do mundo foi criada pela Igreja Católica, em 1603. A história da Academia poe ser examinada no site do Vaticano, em  Pontifical Academy of Sciences. O artigo abaixo mostra que a Academia de Ciências do Vaticano foi integrada pelos melhores cientistas do mundo, ganhadores de muitos Prêmios Nobel.

Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano. A que mais ganhou Prêmios Nobel até hoje.
Das muitas acusações feitas contra a Igreja, uma das mais despropositais é de que ela é contra a ciência. Que ela tem perseguido a ciência ao longo dos milênios. Muitos fatos desmentem essa calúnia.
Um dos mais evidentes é que o próprio Vaticano, através da ação de muitos papas, mantém um Observatório Astronômico, ou ‘Specola Vaticana’ em italiano, como é geralmente conhecido. Este observatório, edificado no coração da Igreja, é prova viva, testemunho eloquente, da relação de amor da Igreja e de seus membros, pela ciência. E de que esta, quando livre de uma hermenêutica materialista, está de pleno acordo com a fé católica.
Segundo o padre Sabino Maffeo S.J. no livro ‘In the service of nine popes’ (‘No serviço de nove papas’, em uma tradução livre), a Specola Vaticana remonta ao ano de 1582, quando o papa Gregório XIII reformou o calendário juliano. O observatório, entretanto, não foi criado oficialmente naquele ano. Em várias épocas papas se interessaram pela astronomia e criaram observatórios. Mas foi em 1891 que o papa Leão XIII fundou formalmente a Specola Vaticana através de um Motu Proprio, ‘Ut Mysticam’. Segundo ele, a Specola Vaticana serviria para “que todos pudessem ver que a Igreja e seus Pastores não se opõe à verdadeira e sólida ciência, humana ou divina, mas abraçam-na, encorajam-na e promovem-na com a máxima dedicação possível”.
Inicialmente, a Specola Vaticana ficava dentro do próprio Vaticano, na ‘Torre dos Ventos’. No final do século XIX a luminosidade em Roma não era muito grande, e aquele era um excelente lugar. É imprescindível para os astrônomos que o telescópio esteja em um lugar com céu bem escuro à noite. Cidades luminosas impedem que se observe objetos mais fracos. Em 1933 Roma já tinha os céus claros demais para permitir uma pesquisa séria. O papa Pio XI ofereceu a residência papal de verão em Castelgandolfo, que fica a poucos quilômetros de Roma e tinha condições excelentes de observação. Em 1980, novamente os céus já eram claros demais para os jesuítas fazerem suas pesquisas. A Specola Vaticana continuou em Castelgandolfo, mas boa parte de seus pesquisadores se mudou para Tucson, nos EUA, onde foi formado um grupo de pesquisa. Esta mudança foi encorajada e apoiada pelo papa João Paulo II. Lá, em colaboração com a Universidade do Arizona, este grupo pôde cooperar com outros astrofísicos e usar vários telescópios americanos. Em 1993 foi inaugurado nos EUA um grande telescópio para uso dos astrofísicos da Specola Vaticana. Foi um grande salto em produtividade de pesquisa, visto que antes eles precisavam usar outros telescópios.
Entretanto, a pesquisa de ponta em astrofísica não é a única atividade dos jesuítas da Specola Vaticana. Também é missão deles servir à Igreja, testemunhando no mundo sua boa relação com a ciência. Eles fazem isso escrevendo artigos, dando palestras em universidades e institutos de pesquisa e organizando eventos. Em 2008, o Professor Dr. Felipe Aquino teve o privilégio de poder participar de um destes eventos. A cada dois anos é realizada a “Escola de Verão do Observatório do Vaticano”. Cerca de duas dúzias de estudantes de astrofísica de todo o mundo são selecionados para passar 1 mês em Castelgandolfo, tendo aulas sobre algum tema de vanguarda em astrofísica.
“Assim como eu, a maior parte dos estudantes era de países subdesenvolvidos e não tinha condições de arcar com os custos”, escreve o nosso Professor. “Por isso, o Observatório do Vaticano financiou as despesas. Durante a Escola, além de poder observar com os telescópios que ficaram em Castelgandolfo, pudemos conhecer os pesquisadores da Specola Vaticana. Mais incrível que isso foi que, já no primeiro dia, tivemos a honra de sermos recebidos pelo papa Bento XVI e pudemos, todos, cumprimentá-lo pessoalmente. O critério de escolha dos participantes não foi religioso. Alguns dos estudantes nem mesmo sabiam o que era um ‘papa’. Havia até uma estudante muçulmana. Foram semanas magníficas onde estudantes do mundo todo puderam vivenciar o apreço que a Igreja Católica tem pela ciência”, escreve O professor Felipe Aquino.
Nenhum daqueles estudantes será capaz de dizer, um dia, que a Igreja é obscurantista e contra a ciência. Este foi o desejo de Leão XIII e de vários outros papas, e tornou-se a missão dos padres jesuítas que constituem a Specola Vaticana. Também esta deve ser a missão de todos nós católicos, pois o conhecimento científico serve à fé, ajudando a revelar na beleza criação, o Criador.
OS NOVOS CIENTISTAS NO VATICANO
Muitas pessoas não têm conhecimento do grande número de cientistas de renome internacional que assessoram o Papa em suas participações nas Pontifícias Academias do Vaticano. Cerca de 23 cientista Prêmios Nobel, participam das Academias Pontifícias, e muitos outros.
A Pontifícia Academia das Ciências, do Vaticano, foi fundada em Roma em 1603, com o nome de Academia dos Linces (Galileu Galilei foi membro!), e está composta por 80 “acadêmicos pontifícios” nomeados pelo Papa a partir da proposta do Corpo Acadêmico, sem discriminação de nenhum tipo. Seu presidente é, desde 1993, Nicola Cabibbo, professor de Física na Universidade ‘La Sapienza’, de Roma, e ex-presidente do Instituto Nacional Italiano de Física Nuclear.
O Papa João Paulo II, em 24 de outubro de 2004, nomeou dois cientistas, pioneiros da física, para membros da Academia Pontifícia das Ciências, do Vaticano: o professor americano William D. Phillips e o professor de origem indiana Veerabhadran (Ram) Ramanatham. William D. Phillips, nasceu em Wilkes-Barre (Pensylvania), é professor de Física na Universidade de Maryland e é líder do Grupo de esfriamento com laser da Divisão de Física Atômica do National Institute of Standards and Technology (NIST) de Gaithersburg (Estados Unidos). Em 1997 recebeu o Prêmio Nobel em Física. Mais um Nobel no Vaticano!
Veerabhadran (Ram) Ramanathan, nascido em Chennai (Índia), é professor de ‘Ciências da atmosfera’ na Universidade da Califórnia (San Diego) e diretor do ‘Centro para as Ciências da Atmosfera’ da Scripps Institution of Oceanography, La Jolla (Estados Unidos). Isto mostra o quanto a Igreja católica valoriza a ciência.
Nesses dias o Papa Bento XVI nomeou o professor indiano de Astrofísica, Govind Swarup, e o professor francês de Psicologia Evolutiva, Stanislas Dehaene, como membros da Pontifícia Academia das Ciências.
O professor Swarup nasceu em Thakurwara (Índia) em 1929. Doutorou-se na Universidade de Stanford em 1961. Após ter trabalhado no Laboratório Físico Nacional de Nova Déli, na “Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization” (CSIRO), da Austrália, e na Universidade de Harvard, em 1963 passou a trabalhar no “Tata Institute of Fundamental Research” (TIFR).
Swarup foi um pioneiro no campo da rádio-astronomia solar, das rádio-galáxias, dos quasares, da cosmologia e dos instrumentos para a rádio-astronomia. Projetou e dirigiu a construção de um radio-telescópio cilíndrico de 530 metros de longitude e 30 metros de largura, em Ooty, sul da Índia. Entre 1987 e 1997, projetou e construiu o Giant Metrewave Radio Telescope (GMRT), o maior rádio-telescópio do mundo.
O professor Stanislas Dehaene nasceu em 12 de maio de 1965 em Roubaix (França). Estudou matemática na “École Normale Supérieure” de Paris e se licenciou em 1989 em Ciências Cognitivas, na “École des Hautes Études en Sciences Sociales” (EHESS) de Paris.
Após ter trabalhado no Hospital Frederic Joliot, do Comissariado para a Energia Atômica, no centro para o “brain imaging” de Orsay, em 2005 foi nomeado catedrático de Psicologia Experimental, no College de France, de Paris.
“Em suas pesquisas, Stanislas Dehaene utiliza métodos da Psicologia Cognitiva Experimental, da Neuropsicologia, da “Neuroimaging”, junto a modelos matemáticos para compreender os mecanismos cerebrais de alguns ramos do saber humano: matemática, elaboração da linguagem e acesso ao conhecimento”, explica o comunicado vaticano. “Graças à sua proposta experimental, chegaram a avanços importantes na compreensão da organização das capacidades cognitivas, de suas patologias e das origens de seu desenvolvimento e evolução.”
Dehaene é membro da Academia das Ciências de Paris e recebeu a Medalha Pio XI pela Pontifícia Academia das Ciências, em 2002. Isto mostra o quanto estão errados aqueles que ainda pensam que a fé é oposição à ciência, ou que a Igreja seja obscurantista. Esse preconceito infelizmente ainda existe na cabeça de muitos que ainda não conhecem o coração da Igreja. Já é hora de superar essa ignorância e preconceito!

OS CIENTISTAS PRÊMIOS NOBEL NO VATICANO

O Professor Felipe Aquino recebeu da Pontificia Academia de Ciências do Vaticano a relação dos 24 Prêmios Nobel que dela fazem parte. Que outra Instituição tem tão alto grau de Ciências? Como podem dizer alguns que há oposição entre a Ciência e a Fé?… Abaixo estão listados.

Accademici Nobel:

1. ARBER Werner (Nobel in Physiology or Medicine, 1978)
2. BALTIMORE David (Nobel in Physiology or Medicine, 1975)
3. BECKER Gary S. (Nobel Prize in Economics, 1992)
4. BLOBEL Günter (Nobel Prize in Physiology or Medicine, 1999)
5. CIECHANOVER Aaron J.(Nobel in Chemistry, 2004)
6. COHEN TANNOUDJI Claude (Nobel in Physics, 1997)
7. CRUTZEN Paul J. (Nobel in Chemistry, 1995)
8. De DUVE Christian (Nobel in Physiology or Medicine, 1974)
9. EIGEN Manfred (Nobel in Chemistry, 1967)
10. HÄNSCH Theodor (Nobel in Physics, 2005)
11. KHORANA Har Gobind (Nobel in Physiology or Medicine, 1968)
12. Von KLITZING Klaus (Nobel in Physics, 1985)
13. LEVI MONTALCINI Rita (Nobel in Physiology or Medicine, 1986)
14. MOLINA Mario J. (Nobel in Chemistry, 1995)
15. MÖSSBAUER Rudolf L. (Nobel in Physics, 1961)
16. MURRAY Joseph E. (Nobel in Physiology or Medicine, 1990)
17. NIRENBERG Marshall W. (Nobel in Physiology or Medicine, 1968)
18. NOYORI Ryoji (Nobel in Chemistry, 2001)
19. PHILLIPS William D.(Nobel in Physics, 1997)
20. POLANYI John C. (Nobel in Chemistry, 1986)
21. RUBBIA Carlo (Nobel in Physics, 1984)
22. TOWNES Charles H.(Nobel in Physics, 1964)
23. YANG Chen Ning (Nobel in Physics, 1957)
24. ZEWAIL Ahmed H. (Nobel in Chemistry, 1999)

“O coração inteligente adquire o saber; o ouvido dos sábios procura a ciência.”[Provérbios 18,15]

Fonte blog.cancaonova.com, zenit.o

Jesus em todos os livros da Bíblia

2012 Janeiro 6
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Em Gênesis, Jesus é a semente da mulher.
Em Êxodo, Ele é o Cordeiro Pascal.
Em Levítico, Ele é o sacerdote, o altar e o Cordeiro do Sacrifício.
Em Números, Ele é uma coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo à noite.
Em Deuteronômio, Jesus é o profeta, como Moisés.
Venha e ajoelhe-se diante dele agora.

Em Josué, Jesus é o Comandante da nossa salvação.
Em Juízes, Ele é nosso Juiz e Legislador.
Em Rute, Ele é nosso compatriota redentor.
Em 1 e 2 Samuel, Ele é o nosso Profeta Confiável.
Em Reis e Crônicas, Ele é o nosso Rei reinando.
Em Esdras, Ele é o reconstrutor dos muros quebrados que rebaixam a vida humana.
Venha e ajoelhe-se diante dele agora. Ler Mais…

Missa de Natal

2011 Dezembro 18
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Dia 25 de dezembro, domingo de Natal, a Missa tridentina será celebrada pelo padre Carlos Augusto, na igreja do Rosário no mesmo horário: as 11 horas da manhã. Venha e participe! O aniversariante ficará feliz em vê-lo e você é que ganha o presente.

Missa de Natal em Belém

Viste a Catedral da Sé em Belém

2011 Dezembro 12
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Imaculada Conceição de Nossa Senhora

2011 Dezembro 6
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Convidamos a todos para participarem da Santa Missa, na forma extraordinária, da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. A celebração acontecerá na véspera, dia 7 de dezembro às 17h30 min, na Igreja do Rosário.

Aguardamos a presença de todos.

Mãe de misericórdia

2011 Novembro 18
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“Nem ainda a multidão de nossos pecados deve diminuir nossa confiança, quando nos prostramos aos pés de Maria. Ela é Mãe de misericórdia, mas a misericórdia não tem razão de ser onde não há misérias para aliviar. Um boa mãe não hesita em tratar de um filho coberto de chagas repugnantes, ainda que lhe custe abnegações e trabalhos, observa Ricardo de S. Lourenço. Da mesma forma também não sabe nossa boa Mãe abandonar-nos, quando por ela chamamos, por mais horripilantes que sejam os pecados de que nos precisa curar. E justamente isto quis Maria significar, quando se fez ver a S. Gertrudes, estendendo o seu manto para cobrir com ele todos os que ela recorriam. Ao mesmo tempo entendeu a Santa que todos os anjos tem cuidado de defender os devotos de Maria contra os assaltos do inferno.”

Santo Afonso de Ligório - Glórias de Maria

Abandono centenário degrada Soledade

2011 Novembro 15
Publicado por Alves

Embora fuja um pouco do foco do blog, segue uma reportagem que trata de um dos lugares mais importante da nossa cidade, que recebeu a pouco tempo uma Santa Missa na forma extraordinária. Trata-se do Cemitério da Soledade, onde o descaso é visível. Abaixo a matéria publicada no Jornal Liberal:

Foto: Fernando Araújo

Não dá para disfarçar as enormes rachaduras na parede, muito menos o forro de madeira devastado pelo cupim sem várias tábuas, deixando aparecer o telhado incompleto com ripas igualmente podres, portão de entrada para a chuva e o sol. Se fosse uma choupana qualquer, o cenário era aceitável. Mas não é. Trata-se da capela mortuária do Cemitério de Nossa Senhora da Soledade, fundado em 1850 e tombado como patrimônio histórico há quase 50 anos por abrigar preciosos 30 anos de história do século 19 em Belém.

Dentro da capela, um cachorro vadio e uma bicicleta compõem o cenário naturalmente triste que cerca o Soledade, agravado pelas ervas daninhas e a pobreza do altar diante da parede fissurada. Desativado para enterros desde 1880, o campo santo mais antigo da cidade sucumbe ao abandono e algumas tentativas de fazê-lo sumir do mapa da cidade. Para impedir o quase-desmoronamento do pequeno templo, um arco de compensado em madeira foi erguido a pedido do Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).

A capela em petição de miséria é apenas o epicentro da imagem desoladora de um dos núcleos mais representativos da arquitetura e sociedade da segunda metade do século 19 de uma Belém que caminhava para seu apogeu econômico com o Ciclo da Borracha, iniciado no ano em que o Soledade fechava as portas. Na distribuição dos túmulos pelo cemitério, é possível entender a força e a hierarquia social da capital paraense e no preciosismo com que os jazigos foram erguidos está gravado o que o dinheiro podia comprar de melhor da arte europeia para deixar mais bonita a última morada dos abastados daquela época.

A última reforma ocorrida no cemitério é de 1912, ainda assim é apenas superficial, como diz a pesquisadora Paula Kalluf Rodrigues, autora do livro “A pedra e o tempo”. De lá para cá, o último grande feito em relação à necrópole na cidade foi o tombamento dela, em 1964, vindo por esforço do professor Mário Barata, consciente da necessidade de conservação do patrimônio histórico.

Por pelo menos duas vezes, o Soledade esteve sob risco de sumir do mapa belenense. A primeira foi com a ideia do intendente Antônio Lemos, no início do século 20: ávido por abrir ruas largas, ele pensou em acabar com o velho campo santo desativado. A segunda é do começo da década de 1970, quando o setor imobiliário arregalou os olhos para o imenso terreno do cemitério em uma das áreas, já no período, mais valorizadas de Belém. A sanha da especulação das construtoras foi freada pela proteção do tombamento, no entanto.

Duas faces da devoção popular

O que mantém o Cemitério da Soledade como espaço ativo e muito frequentado em Belém é o culto das almas, realizado todas as segundas-feiras. São os muitos devotos do Menino Zezinho, do Menino Cícero, da Menina Januária, dos Gêmeos, da Preta Domingas e da Escrava Anastácia que encontraram no espaço uma forma tipicamente brasileira de praticar o catolicismo.

Paula Calluf Rodrigues, pesquisadora e autora do livro “A pedra e o tempo”, sobre o cemitério, afirma que é preciso educação patrimonial para os devotos que, sem saber, no afã de cultuar seus santos populares, acabam danificando parte da arte que se encontra o local.

Velas e oferendas estão deteriorando, por exemplo, mármores das estátuas dos túmulos mais famosos do Soledade. “É preciso educar. Se as pessoas soubessem que estão destruindo, tenho certeza que não fariam mais e conservariam melhor esse espaço que elas prezam tanto”, destaca.

Impasse trava restauração de R$ 7 mi

Ainda na administração do prefeito Helio Gueiros (1993-1996), a intenção de restaurar o Cemitério da Soledade e transformá-lo em um museu-parque começou a ser mencionada, sendo retomada mais tarde nas gestões do prefeito Edmilson Rodrigues e no primeiro mandato de Duciomar Costa. Mas até o momento não foi possível somar esforços da União, Estado e município para garantir os R$ 7 milhões necessários à obra.

Foto: Tarso Sarraf.

A presidente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Dorotéa Lima, afirma que o projeto de restauração já foi feito pela empresa de arquitetura R2, que venceu a licitação lançada pelo órgão federal e elaborou a proposta entre 2009 e 2010 prevendo a restauração das peças artísticas do cemitério, reforma do espaço físico e criação de uma estrutura mínima para a visitaçao e controle de acesso ao local.

Mesmo com o projeto pronto e o interesse do Iphan em tocá-lo, a restauração está emperrada, principalmente, na parte que cabe ao município. Inscrição no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público, o Cadin, e problemas para delegar funções e compor um arranjo administrativo razoável com órgãos municipais envolvidos impedem que os recursos sejam capitados pelo Instituto.

Até o governo do Estado, teoricamente, sem competência para resolver a questão já demonstrou interesse em ajudar, sem iniciar a ajuda, porém. A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) tem a restauração do Soledade em sua agenda mínima de ações, mas só deve definir como ajudará e com quanto em recursos no ano que vem, segundo a assessoria de comunicação do órgão estadual.

Na prefeitura, o silêncio paira quando a questão é o cemitério. Entre a quinta e sexta-feira passada ( 3 e 4 de novembro), a Fundação do Município de Belém (Fumbel) foi procurada pela reportagem para conceder informações mais recentes sobre o assunto, mas nenhum servidor se pronunciou. A Coordenadoria de Comunicação Social (Comus) da prefeitura também foi consultada, no entanto, também não foi possível coletar nenhuma informação sobre as intenções da gestão de Duciomar Costa para o Soledade, que, com 161, anos está se deteriorando cada dia mais no bairro Batista Campos.

Curiosidades da necrópole
História
  • O Cemitério da Soledade foi fundado em 1850.
  • As pedras de cantaria que forma o muro do Soledade vieram de Lisboa, Portugal.
  • O gradil foi trazido de Liverpool, na Inglaterra.
  • A fachada foi feita pelo arquiteto preferido de Dom Pedro I, Antonio Pezerat.
  • O primeiro campo santo de Belém atendia a ordem de não enterrar mais os mortos dentro ou próximo das igrejas.
  • O cemitério foi feito também para acomodar os mortos pela febre amarela que varreu a população belenense.
  • Outras duas epidemias também lotaram o Soledade: a do coléra e da varíola.
  • O cemitério encerrou suas atividades em 1880.
  • Há 30 mil corpos sepultados no Soledade.
  • Joaquim Vitorino de Souza Cabral, construtor do Soledade, está enterrado lá.
Curiosidades
  • O cemitério era administrado pelas Ordens religiosas da Santa Casa, Ordem Terceira de São Francisco, Ordem Terceira Militar de Santo Cristo e Ordem de Nossa Senhora do Carmo.
  • As quatro ordens ocupavam cada uma um quadrante do cemitério. Divisão que pode ser vista ainda hoje.
  • No Soledade é possível ver o túmulo de personagens ilustres do século XIX em Belém, como: general Hilário Gurjão, cônego Siqueira Mendes, visconde de Arari e a Baronesa de Jaguaribe.
  • Há ainda os santos populares cultuados como o Menino Zezinho, o Menino Cícero, a Menina Januária, os Gêmeos, a Preta Domingas e a Escrava Anastácia.
Arte
  • As famílias mais ricas de Belém primeiro resistiram a ideia de enterrar seus mortos fora das igrejas.
  • Não agradava aos ricos terem seus parentes enterrados juntos com pobres e escravos.
  • As epidemias de febre amarela, cólera e variola ajudaram a convencer a elite a usar o novo campo santo.
  • Para diferenciar, as famílias mais ricas ocuparam os espaços mais próximos da capela mortuária.
  • Preta Domingas é a única escrava a ter um túmulo perto do templo.
  • Para mostrar prestígio, as elites construíram verdadeiras obras de artes em jazigos familiares.
  • Há obras de refinamento técnico e artísticos de vários escultores europeus.
  • Os portugueses Antônio João Rato, Germano Sales, José de Almeida e o italiano Alegretti venderam esculturas para embelezar o Soledade.
Fonte: bebadogonzo

Aviso

2011 Novembro 12
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Publicado por Alves

Informamos que infelizmente amanhã (13/11) não haverá Santa Missa, pois nossos Padres estão viajando.

Salve Maria!