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Bispo Fellay fala

2012 Maio 16
Publicado por Alves

Entrevista do Bispo e Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X ao veículo de comunicação da Conferência Episcopal dos EUA. Traduzido e legendado por Una Voce Brasil - www.unavocebrasil.org

10 motivos para amar o papa

2012 Abril 30
Publicado por jar

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Pode até parecer trivial, mas basta lembrar um amigo que tal dia é o aniversário do papa para perceber, pelo seu espanto, que ao lembrar tal data você está fazendo algo muito estranho. É exatamente assim que fazem eu me sentir quando demonstro meu amor pelo papa: um estranho, um fanático, um beato. E o pior de tudo é que mesmo dentro da Igreja há aqueles que não dão a mínima para o papa enquanto pessoa, veem nele apenas a figura político-religiosa que todos veem. No entanto, eu gostaria de mostrar alguns motivos por que você deve dar a este velhinho de branco toda a sua estima e consideração:

1-Cristo assim desejou;

“E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; [...] Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” (Mateus 16, 18-19). Muito além do poder de governo, Cristo deu a Pedro e a seus sucessores a missão de cuidar de cada um de nós até a Sua vinda gloriosa. Quando chamamos o papa de Vigário de Cristo, queremos dizer que ele faz as vezes de Cristo. Isto é, ele é o representante que Jesus quis deixar na terra para apascentar as Suas ovelhas. (João 21, 17).

2-Ele me faz conhecer melhor as Escrituras;

Esteja falando para os universitários, para os jovens, para os cientistas, para os artistas ou para os músicos, o papa sempre cita algo das Sagradas Escrituras. É como se ele fosse um dedicado “propagandista” da Palavra de Deus na terra. Se você pega seus discursos vai se deparar com uma fonte de sabedoria incrível. Devemos sempre nos lembrar que quem fala, ademais de ser papa, é um dos maiores teólogos vivos do século XX. Bento XVI não é um “zé” que mal “aceitou Jesus” e já se intitula Apóstolo (com A maiúsculo). Pelo contrário, ele teve anos e anos de estudo árduo para falar com propriedade deixando claro que é apenas um “humilde servo na vinha do Senhor”(Primeiro pronunciamento como papa, Abril de 2005). Tudo isso para nos dar o melhor da Palavra de Deus.

3-Sou sua família;

A Igreja Católica é uma grande família. Como toda família temos desentendimentos e conflitos de gênios rotineiramente. Ainda assim sabemos que podemos contar uns com os outros sempre que precisarmos. Uma das grandes necessidades das famílias de hoje é a oração mútua, ou seja, irmão rezando por irmão, pai rezando pelo filho e assim vai. Do mesmo modo eu tenho a obrigação de me preocupar com o papa e rezar por ele todos os dias da minha vida. Afinal, nossa relação espiritualmente estabelecida vai muito além de uma empatia por um conhecido público, é uma relação filial.

4-Ele é um modelo a seguir;

Uma das coisas distintivas do pontificado de Bento XVI é a audácia com que ele trata de temas caros à fé católica. Camisinha, aborto, radicalismo, homossexualidade, enfim, ele fala de tudo quando lhe dão a oportunidade de falar, sem medo. Como professor de longa data ele poderia ter absorvido certo respeito humano que a ética professor-aluno pudesse exigir, mas não. O papa Bento XVI deixou claro que “não anunciamos teorias nem opiniões privadas, mas a fé da Igreja da qual somos servidores”. Quer maior exemplo de fidelidade a Cristo?

5-Temos amigos e inimigos comuns;

Os santos, os anjos, a Virgem e o maior de todos, o próprio Deus são todos amigos do papa e da mesma forma de todos os católicos. Por outro lado o pecado é o nosso maior inimigo comum. O papa está aí justamente para nos ajudar a combater esse grande inimigo que nos ronda. Para tanto ele dá o mapa para encontrar as melhores armas de combate (a missa, os sacramentos, a oração…). Se ouvirmos a voz do papa, certamente estaremos nos munindo do que há de melhor e mais moderno no quesito belico-espiritual. Ele é o Highlander da fé.

6-Ele pensa em mim todos os dias;

Todos os dias o papa acorda, escova os dentes, toma banho e se veste para celebrar a missa em sua capela privada. Nessa missa ele reza por todas as pessoas do mundo inteiro. Para Deus nada é grande demais ou complexo demais, de modo que quando o papa reza pelo mundo ele está rezando especialmente por mim, ou seja, pelas minhas necessidades, meus problemas, meus sonhos. E sua prece não poderia ser mais adequada: “Senhor, que o Vinícius (coloque seu nome aqui) te ame e te conheça”. Ele pede assim pela minha felicidade.

7-Ele não está alheio aos dramas do mundo;

Muita gente acha que o papa vive murado no Palácio Apostólico sem contato com o mundo, só rezando, rezando, rezando. Ora, basta pesquisar no Google e você vai perceber que além de “tuitar”, o papa assiste aos noticiários diariamente. Muitos dizem que a rede diplomática do Vaticano é a mais eficiente do mundo. Não é de se estranhar que ele mandou mensagem de condolência até mesmo para os cariocas que sofreram com as enchentes no ano passado. Se há algum governante que se preocupa verdadeiramente com os necessitados ele se chama Bento XVI. E quanto a isso eu coloco a minha mão no fogo.

8-Ele ama os jovens;

Muitos achavam que as Jornadas Mundiais da Juventude minguariam após a morte de João Paulo II. “Para a nossa alegria” isso não aconteceu porque o papa acreditou desde o início na capacidade da juventude. Para tanto foi até o jovem, seja nas Jornadas Mundiais, seja nas novas mídias (Twitter, Facebook, Blogs, Youcat). No ano passado eu tive a graça de presenciar uma multidão (mais de 2 milhões de jovens) numa Espanha triste e secularizada. Sem medo esses jovens responderam, para todo mundo ouvir, pelas ruas de Madri: “Esta es la juventud del papa!”.

9-Ele também erra;

Muitos acham que o adjetivo santo de “Santo Padre” faz do papa alguém imaculado. Muito pelo contrário, a história já mostrou que tivemos papas corruptos, loucos, gananciosos, luxuriosos, enfim, verdadeiros demônios disfarçados de Pedro. Ainda assim nenhum deles, apesar do poder que o Messias lhes confiou, foi capaz de mudar uma vírgula sequer de tudo o que Cristo nos legou. Sabemos que o papa também cai muitas vezes e isso nos dá ânimo por saber que apesar disso é possível e desejável que sempre nos levantemos sempre.

10-Ele soube conciliar fé e razão

Recentemente eu li um livro fantástico que se trata de um debate entre o então cardeal Ratzinger e o filósofo Paolo Flores d’Arcais. Dentre as muitas coisas interessantes que ele nos diz eu posso destacar o ponto em que ele questiona certas teorias pseudo-intelectuais sobre o surgimento do mundo:

“Trata-se de a razão ou do irracional estarem ou não no princípio de todas as coisas e em seu fundamento. Trata-se de saber se o real surgiu do acaso e da necessidade, ou seja, do irracional; se, portanto, a razão é um subproduto casual do irracional e carece também de importância no oceano do irracional, ou se continua sendo certa a ideia que constitui a convicção fundamental da fé cristã e sua filosofia: in principio erat verbum, no princípio de todas as coisas está a força criadora da razão. (p. 20). Não precisa dizer mais nada, né?

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Para finalizar, deixo a oração que os Legionários de Cristo e os membros do movimento Regnum Christi rezam pelo papa nas missas. Que possamos rezá-la sempre que possível para que o Sucessor de Pedro continue sendo cada vez mais amado por seus filhos:

Ó Jesus, Rei e Senhor da Igreja: renovo, na vossa presença, a minha adesão incondicional ao vosso Vigário na terra, o Papa. Nele, quisestes mostrar o caminho seguro e certo que devemos seguir, em meio à desorientação, à inquietude e ao desassossego. Creio firmemente que, por meio dele, vós nos governais, ensinais e santificais, e que, sob o seu cajado, formamos a verdadeira Igreja: una, santa, católica e apostólica.
Concedei-me a graça de amar, viver e propagar, como filho fiel, os seus ensinamentos. Cuidai de sua vida, iluminai a sua inteligência, fortalecei o seu espírito, defendei-o das calúnias e da maldade. Aplacai os ventos erosivos da infidelidade e da desobediência, e concedei que, em torno a ele, a vossa Igreja se conserve unida, firme na fé e nas obras, e seja assim o instrumento da vossa redenção. Assim seja.

Fonte: Sentinela no Escuro

História da Fraternidade Sacerdotal São Pio X

2012 Abril 20
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 INTRODUÇÃO

Os parágrafos que seguem explicam de maneira sucinta a história de D. Lefebvre, da Fraternidade São Pio X por ele fundada, da perseguição de que foi objeto em 1976, e das nossas razões para não considerar válida a excomunhão ditada em 1988 contra D. Lefebvre, quando este, em união com outro bispo da Igreja Católica (D. de Castro Mayer), consagrou quatro bispos que continuaram a sua obra de perpetuação do sacerdócio católico.

Noutros lugares desta página web irão aparecendo aqueles documentos e textos que pensamos podem explicar, de maneira mais extensa e detalhada, a natureza do nosso apostolado. Mas, antes de começar, estabelecemos uma afirmação de princípio: a Fraternidade São Pio X é uma instituição católica, apostólica e romana, que está ao serviço da Igreja Católica, cuja cabeça é o Papa Bento XVI. A nossa única finalidade é a finalidade geral de toda a Igreja: a salvação das almas. Para isso mantemos uma lealdade dobrada: lealdade ao depósito da Fé (tal como foi definido de maneira definitiva, imutável e infalível pelo Magistério da Igreja), e lealdade à liturgia católica tradicional.

Se nós, católicos, permanecemos firmes sobre estes dois pilares, podemos conservar-nos fiéis a Nosso Senhor Jesus Cristo, no meio de um mundo e de uma sociedade que, cada vez mais, se constrói sem Ele e, inclusivamente, contra Ele… desgraçadamente com a colaboração de algumas hierarquias da Igreja.

Para perseverar nessa fidelidade, a Fraternidade São Pio X coloca-se sob a proteção do Imaculado Coração de Maria, porque só a devoção à Santíssima Virgem salvará a Igreja nesta hora de confusão e desorientação generalizada do povo cristão.

DOM MARCEL LEFEBVRE

Marcel Lefebvre nasceu em 29 de Novembro de 1905 no seio de uma família de arraigadas convicções católicas (cinco dos oito filhos tornaram-se sacerdotes ou religiosas), e foi ordenado sacerdote em 1929. Em 1932 ingressou na Congregação dos Padres do Espírito Santo, trabalhando como missionário durante catorze anos no Gabão (África equatorial). Em 18 de Setembro de 1947 foi consagrado bispo e designado Vigário Apostólico em Dakar (Senegal). No ano seguinte o Papa Pio XII, que o distinguia com uma grande confiança, nomeou-o Delegado Apostólico para dezoito países africanos. E em 1955 foi nomeado primeiro arcebispo de Dakar. Ler Mais…

Bento XVI: Papa da unidade dos Cristãos.

2012 Abril 20
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Tendo presente a recente semana de oração pela unidade dos cristãos, devemos voltar-nos para quem nos mostra o exemplo vivo e atualizado do desejo de Cristo: Ut unum sint! Bento XVI tem oferecido magníficos discursos, mas, sobretudo, ações destemidas, em favor da unidade dos cristãos.

Se até ao momento o acontecimento mais marcante foi a entrada em plena comunhão de diversas comunidades anglicanas na Igreja Católica, no contexto da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus (2009), existe outro caso, mais complexo, com feridas mais recentes, que tem merecido a atenção do Santo Padre. Trata-se da re-integração da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX), fundada pelo Arcebispo francês Marcel Lefebvre (1905-1991).

Erigida em 1970, a FSSPX foi canónicamente dissolvida em 1975, sendo o seu fundador suspenso em 1976. Após anos de impasse e meses de negociações falhadas, Mons. Lefebvre procedeu, em 1988, à consagração de quatro bispos sem mandato pontifício, sendo, por isso, decretada a sua excomunhão.

O que começou por um movimento em defesa da Missa celebrada segundo o Missal do Beato João XXIII (1962), da doutrina perene da Igreja e de uma leitura do Concílio Vaticano II numa perspectiva de continuidade, e não de ruptura (como tem defendido Bento XVI), tornou-se, com o tempo, e, em grande medida, em reação a incompreensões, abusos (litúrgicos e outros) e escândalos, num ilegítimo questionamento da ortodoxia do Concílio Vaticano II e do Missal de Paulo VI, bem como de praticamente todas as reformas pós-conciliares.

O pastor supremo não hesitou em ir procurar a ovelha perdida. Em 2007, ao reconhecer que o Missal de João XXIII nunca fora revogado, sendo, portanto, sempre lícito e profícuo o seu uso, consegue, simultaneamente, aproximar-se da FSSPX, e promover, em sua alternativa, um são tradicionalismo. Em 2009 vai mais longe, e levanta a excomunhão aos bispos consagrados por Mons. Lefebvre, iniciando discussões doutrinais com vista ao esclarecimento de todas as questões disputadas (nomeadamente, reforma litúrgica, liberdade religiosa, ecumenismo, colegialidade), culminando, em Setembro de 2011, com a apresentação à FSSPX de um preâmbulo doutrinal que, se aceite, trará à plena comunhão os ultra-tradicionalistas.

Com estes gestos, Bento XVI conseguiu um cheque-mate. Vivendo numa espécie de “limbo” – declarando-se Católicos, reconhecendo o Papa, mas persistindo num estado de desobediência – durante 40 anos, a FSSPX viu as suas reivindicações “práticas” satisfeitas, e encontra na “hermenêutica da continuidade” de Bento XVI uma chave para a aceitação do Concílio; contudo, nem a Igreja repudiará o Concílio, nem o Missal de Paulo VI perderá a sua legitimidade, o que é considerado inaceitável pelos ultra-tradicionalistas mais radicais.

Assim, chegou o momento da verdade para os ultra-tradicionalistas, que têm tardado em responder: ou reconhecer a ortodoxia do Concílio e do novo missal, embora com todas as condições para manterem o seu “espaço vital”; ou dizer “não”, e enveredar, claramente, por um rumo cismático. Em todo o caso, o gesto pastoral de Bento XVI é estatégicamente perfeito, porquanto cede em tudo o que é acessório para recentrar a questão no seu essencial, sem fait-divers. Fez-se tudo por todos. Eis uma intenção que merece a nossa oração, particularmente nos próximos meses.

Hugo Pinto Abreu in “Voz Portucalense” (o semanário da Diocese do Porto), nº7 do ano XLIII, a 15 de Fevereiro de 2012.

D. Fellay disse sim!

2012 Abril 18
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O vaticanista Adrea Tornielli publicou no seu blog a possível resposta positiva  ao prêambulo doutrinário que permitirá o acordo da Santa Sé com a FSSPX. Antes de postar a bela tradução feita pela Maite Tosta e publicado no Salvem a Liturgia eu gostaria de tecer alguns comentários sobre a notícia julgando que de fato seja verdadeira:
 
1º- Considerando que  texto assinado não traga nenhum prejuízo ao ideais e a defesa da FSSPX (até porque não há nenhuma cópia ou transcrição do documento disponível) a notícia é de fato fabulosa, todo verdadeiro católica deve exultar com o fato que indica um progresso tremendo de Roma no caminho da tradição
 
2º- O mérito dos frutos desse acordo são devidos somente a Deus.
 
3º – A FSSPX certamente terá distensões internas, contudo creio que a maioria seguirá D. Fellay e caminhará na comunhão com Roma. É certo que qualquer que fosse a resposta haveriam inconformados dentro da fraternidade. Resta saber quantos serão.
 
4º – Roma terá também suas vozes discordantes.
 
5º – E os bispos pelo mundo? Como reagirão?
 
O certo é que o melhor está por vir nos próximos meses ou semanas, fiquemos atentos as novas notícias, rezando a Deus que abençoe o nosso Papa.
 
Fiquem agora com o post do Salvem a Liturgia
 

Chegou a resposta positiva dos Lefebvrianos

 
Por Andrea Tornielli
Tradução: Maite Tosta
A resposta da Fraternidade Sacerdotal São Pio X chegou ao Vaticano e é positiva, de acordo com relatos colhidos pelo Vatican Insider. O superior dos Lefebvrianos, bispo Bernard Fellay, assinou o preâmbulo doutrinal que a Santa Sé havia proposto em setembro passado, como condição para a plena comunhão e enquadramento canônico.
fellay-pbxvi
 
Uma confirmação oficial da resposta deve vir a público nas próximas horas. Do que se pode apreender, o texto do preâmbulo enviado por Fellay propõe algumas pequenas alterações da versão entregue pelas autoridades do Vaticano: como vocês se lembram, a mesma Comissão Ecclesia Dei se recusou a tornar público o documento (duas páginas, mas bastante densas), porque havia a possibilidade de introduzir algumas pequenas alterações no texto, mas sem divergir em sentido. Ler Mais…

A Santa Páscoa e seus Símbolos

2012 Abril 6
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Fonte: Frederico de Castro – tradição em foco

Não se pretende cair na vala comum e iniciar mais uma discussão sobre a deturpação comercialista da Santa Páscoa. Temos conhecimento de que os nossos amigos e leitores já são suficientemente esclarecidos sobre os absurdos que se cometem neste período tão importante em nome de alguns trocados.
Por outro lado, nunca é demais deixar patente, sem qualquer dúvida, para fins de catequese de crianças e de recém-convertidos a importância que a Santa Páscoa representa para a vida do católico.
No tempo em que Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo, os judeus celebravam a festa a Páscoa – Pessach em hebreu (que significa passagem – para os judeus/da escravidão para a liberdade) – ; fato que obrigava a peregrinação até ao Templo de Jerusalém para a realização dos sacrifícios prescritos por Deus para a expiação dos pecados. Importa ressaltar que exatamente nesse período se realizaram as profecias do Antigo Testamento acerca do Cristo prometido por Deus, na pessoa de Jesus de Nazaré, segunda pessoa da Santíssima Trindade, nascido da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, sob a proteção e paternidade terrena de São José, esposo de Santa Maria.
Nesse contexto, se faz igualmente importante apontar com clareza a sucessão dos acontecimentos no tempo e sua relação com tais profecias para favorecer o entendimento e uma maior conversão. Informa-se, portanto, que a contagem dos dias e dos meses no calendário dos judeus seguem os ciclos da lua e não do sol, como em nosso calendário. Ler Mais…

O padre e a menina

2012 Março 26
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Na semana em que estavam reunidos bispos e frades, e até no mesmo dia em que foi publicado um “documento base” a ser debatido na II Conferência geral do episcopado da América Latina em Bogotá, saiu publicado num canto de jornal, sem nenhum destaque, um pequeno tópico de faits-divers a que quase ninguém deu atenção, embora também envolvesse um padre, que, como ninguém ignora, é hoje o mais jornalístico dos personagens, como já o previra o Apóstolo Paulo: “somos dados em espetáculo ao mundo”.

 No episódio a que me refiro, o padre não dirigia nenhuma passeata nem conscientizava os camponeses. Passava pela praia quando viu ao longe no mar uma menina a se debater. Atirou-se na água e, nadando em direção à menina, conseguiu segurá-la quando já se afogava, e levou-a até um barquinho pequeno que remava em sua direção.

 Ergueu a menina, colocou-a no barco pequeno demais para três e tentou voltar a nado para a praia. Faltando-lhe as forças, foi levado pelas ondas do mar. E assim morreu para salvar a menina o padre jesuíta que se chamava Flodualdo, nome tão liricamente brasileiro que me lembra a Vila Isabel de antigamente. E assim morreu o padre, realizando uma tarefa de seu ofício, morreu salvando …

 É a tal coisa, dizia eu outro dia a outro bom padre que me falava das dores da Igreja, é a tal coisa, basta aparecer um padre assim, um padre salvador, um padre padre, e logo se revolvem em nós as entranhas de ternura e respeito. Como gostaríamos de beijar aquelas mãos docemente ungidas para o ofício de salvar!

 Depois de ouvir a história, cheia de lacunas e imprecisões, fixei-me na cena que vejo e torno a ver com obsessiva admiração: duas mãos que erguem uma hóstia viva por sobre as ondas do mar. “O bom pastor dá a vida por suas ovelhas”. O bom padre Flodualdo deu a sua vida moça e plena para salvar a menina desconhecida que se afogava. E não terá sido por mera coincidência que isso aconteceu na mesma semana do “documento base”, com que seus redatores pretendem salvar abstratas estruturas sócio-econômicas à custa de uma conivência com a revolução mundial que virá tirar definitivamente do altíssimo valor que ainda hoje damos a uma vida de menina.

 Uma menina não é uma molécula social, uma parte, uma unidade numérica: uma menina é uma pessoa inteira, maior do que o mundo e diretamente ordenada a Deus, através de todas as comunidades e estruturas. É uma pequena coisa imensa que só um coração cristão pode entender ou adivinhar, porque o cristianismo consistiu e sempre consistirá essencialmente nesse jogo de Deus, em que as coisas grandes se tornam pequenas para que as coisas pequenas se tornem grandes.

 Jesus-menino, em sua terrível e humílima encarnação, é o Deus recém-nascido que veio salvar os homens um por um.

 A figura do padre que salvou a menina, e assim cumpriu bem uma tarefa de seu ofício, evocou-me logo outra figura de padre que, dias atrás, vi no batistério da paróquia a salvar outra menina. Os personagens principais são os mesmos, o padre e a menina, e mesmíssimo é o elemento, a água; mas agora, em torno da pia, o rito tem a majestosa tranqüilidade da liturgia: “Liturgy is passion recollected in tranquility”.

 A cena que temos diante dos olhos é assaz conhecida e completamente destituída de qualquer suspense. Basta porém uma fresta de imaginação vivificada pela fé para vermos de repente, atrás do rito monótono, um relâmpago de eternidade. E então, sem perder sua mansa pequenez de rés-do-chão, a cerimônia ganha um destaque novo, e o padre nos aparece, quando estende a mão sobre a cabeça escura da criança, humilde como um escravo, majestoso como um rei, poderoso como Deus.

 Quem pode perdoar os pecados? Haverá no mundo inteiro coisa mais bela do que a mão ungida que pode apagar os pecados? E logo me voltam à lembrança as mãos do padre Flodualdo a elevarem uma hóstia viva por sobre as ondas do mar.

 Não esperem do padre serviços sociais portentosos, nem queiram que ele batize as “estruturas”, e muito menos que dê a comunhão à “realidade brasileira”. Nestas coisas eles poderão trazer os grandes princípios morais que a Igreja elaborou através dos séculos. Mais do que isto não saberão fazer melhor do que os outros homens. Ao contrário, se se empenharem demais só poderão trazer desordem e confusão.

 Parece pouco o que lhes fica e todavia é imenso: pregar o Evangelho e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Posso ainda acrescentar um serviço que o padre pode trazer ao mundo: o de desprendimento do mundo.

 O mundo se perderá se os homens quiserem avidamente salvá-lo e se deixarem prender no visgo temporal; o mundo se salvará na medida em que os homens aprenderem a viver mais de leve, vivendo como quem não faz muito empenho, possuindo como se nada tivessem.

 Creio na comunhão dos santos, na interligação de todos os atos humanos, na única e verdadeira socialização dos méritos e deméritos. Por isso creio no valor da oração, na transcendental utilidade da contemplação, e no imenso valor de tantos atos escondidos.

 Dentro deste dogma infinitamente espaçoso, creio na fecundidade ramificada e sobrenatural do gesto daquelas duas mãos consagradas que arrancaram a menina das ondas do mar.

 Haverá assim, em Bogotá, vinda do Brasil, alguma coisa a contrapor ao “documento base”.

Gustavo Corção

 (01/08/1968, A Tempo e Contratempo)

Fonte: http://permanencia.org.br/drupal/node/509

M.I.S.S.A: evento ofensivo à Igreja se realiza no Rio.

2012 Março 22
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Fonte: ACI digital
No próximo sábado, 24 de março, no Rio de Janeiro, será promovido novamente o evento M.I.S.S.A. (a sigla para Movimento dos Interessados em Sacudir a Sua Alma), que ofende os sentimentos e a simbologia católicos vestindo de padres os DJs e as recepcionistas de freiras, em claras e desrespeitosas alusões a símbolos religiosos católicos contrariando ademais o art. 208 do Código Penal que tipifica a conduta de “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” como crime.

A festa já aconteceu em vários pontos do país causando indignação dos católicos por onde passou, como já foi denunciado anteriormente por ACI Digital.

O evento já foi condenado uma vez pela Justiça do próprio Estado do Rio em 2011, mas vem se realizando em distintos estados brasileiros, apesar das manifestações contrárias por parte de grupos católicos brasileiros. Se bem agora os organizadores tomam maiores precauções para não ofender o catolicismo, a essência do evento segue sendo ofensiva aos católicos, denunciou recentemente o Guia de Blogs Católicos em uma postagem.

Em dezembro de 2011, a Associação Arquidiocesana Tarde com Maria, do Rio de Janeiro, conseguiu uma liminar para impedir que os organizadores da festa M.I.S.S.A., prevista para ocorrer no Vivo Rio na ocasião, se burlassem de símbolos e vestimentas em alusão à Igreja Católica. A associação entrou com uma ação na Justiça e conseguiu, na noite de quarta-feira, no plantão judiciário, com uma decisão favorável do desembargador Adolpho Andrade Mello.

Pouco antes do início do evento, houve um acordo e os organizadores retiraram uma enorme cruz de LED instalada próximo ao DJ, que usaria uma roupa semelhante à batina de um padre. De acordo com o advogado da organização, Renato Brito Neto, o evento não teve o objetivo de ofender a imagem da Igreja Católica.

Segundo a denúncia O Guia de bloggers católicos, o art. 208 do Código Penal tipifica a conduta de “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” como crime. Eventos como o M.I.S.S.A, portanto, podem ser denunciados à justiça.

Assim, os bloggers animam os católicos a protestarem contra o evento manifestando seu desacordo aos patrocinadores e organizadores do M.I.S.S.A. em suas páginas no Facebook:

Facebook: Mural de Smirnoff do Brasil (http://www.facebook.com/SmirnoffBrasil)
Facebook: Mural de DHP Produções e Eventos (http://www.facebook.com/dhpprod?sk=wall)
Facebook: Mural de Melt Bar e Restaurante (http://www.facebook.com/melt.leblon?ref=ts)

O Papa e a Missa Tridentina.

2012 Março 19
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Fonte: Ceremoniale Romano

Desde a promulgação do motu proprio Summorum Pontificum (07/07/2007) por Sua Santidade o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, têm freqüentemente aparecido rumores de que o Santo Padre estaria celebrando privadamente a chamada Missa Tridentina em seus apartamentos. Tais informações, as quais até o momento não foram confirmadas pela Santa Sé, têm gerado vários debates: se o Papa pode, se ele deveria ou até se ele vai celebrar publicamente uma Missa Papal Solene (sendo que poderíamos citar muitas discussões em vários idiomas, freqüentemente longas e polêmicas).

Infelizmente, parece que a maioria, se não todos os debates (ou melhor, divagações), não se referem à antiga legislação litúrgica, aos antigos ritos, cerimônias e tradições da Solene Missa Papal. Muitos desejam, de forma vaga, ver Bento XVI celebrar aquela Missa “Solene” que se vê nas antigas fotografias e vídeos.

Não objetivamos aqui responder se isto é ou não possível e em quais condições poderia ocorrer a adaptação dos antigos ritos à, digamos, legislação canônico-litúrgica moderna (o que seria mais um assunto para divagações) – queremos, pois, apontar brevemente, alguns dos diversos “fatos”, dificuldades, diferenças, mudanças ou problemas relativos à celebração da antiga Missa Papal Solene no contexto atual. O que nos parece necessário, tendo em vista as diversas opiniões, comentários ou observações errôneas que se vê nesses debates.

I. A primeira coisa seria analisar a data da hipotética Missa Papal Solene (deve-se preferir tal definição). Há não muito tempo (logo após o Vaticano II) o Romano Pontífice celebrava normalmente uma Missa Papal Solene três vezes por ano: ao Natal, à Páscoa e à Festa de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos (bem como outras solenidades especiais, como uma canonização, a Coroação Papal ou então a inauguração de um Concílio Ecumênico, como fez o Beato João XXIII).

Em todo o Ano Litúrgico, o Papa assistia a liturgias celebradas por cardeais e bispos previamente delegados (um documento próprio era preparado com antecedência pela Congregação do Cerimonial e enviada a todos os cardeais e bispos que deveriam desempenhar ofícios nas capelas papais (a “capela papal” é toda cerimônia celebrada ou assistida pelo Santo Padre [N. do T.]) intitulado: Denunciatio dierum quibus hoc anno *** Capellae papales et cardinalitiae habentur; et praescriptio colorum quos iisdem diebus in cappis induunt Emi. et Rmi. Cardinales).

Algumas vezes, o próprio Santo Padre celebrava uma Missa publicamente (como em uma das Basílicas Patriarcais Maiores) de uma maneira que se assemelha (definição que não é uma das melhores, entretanto tendo vista a natureza deste texto, permitimo-nos usá-la como uma referência) à chamada Missa Prelatícia rezada pelos bispos, como foi o caso do 25º Aniversário de Sagração Episcopal de Pio XII, quando ele disse uma Missa Baixa Papal na Basílica de São Pedro.

Diariamente, Sua Santidade costumava dizer sua Missa Baixa em um altar móvel em um de seus apartamentos (dependendo da sua residência: o Palácio do Latrão ou o Quirinal). Em outras ocasiões, a Missa era dita em sua capela privada (desde o Pontificado do Beato João XXIII, mais freqüentemente o Santo Padre dizia Missas Privadas na presença de um pequeno número de convidados).

II. Em segundo lugar, não esqueçamos que o antigo Palácio Papal (corte) foi transformado na Casa Papal pelo Papa Paulo VI (em virtude da Carta Apostólica motu proprio Pontificalis Domus de 28 de março de 1968), o que significou a abolição de muitos ofícios, corte de um grande número de dignatários nas Capelas Papais bem como nomes [atributos] (tanto clérigos como leigos). Logo (também segundo estas diretivas), é impossível celebrar uma Missa Papal em uma estrita obediência ao antigo cerimonial uma vez que, por exemplo, diversas formações militares (como a Guarda Nobre e a Guarda Palatina), ou então vários outros ofícios e postos (como cardeais do palácio, guarda da cruz papal, camareiros honorários, portadores da rosa de ouro, etc.), servidores papais, como em seus palácios, não mais existem, ou foram dissolvidos (modernizados, reformados ou reorganizados).

Importante é mencionar que a ordem (procissão) de todos os participantes da liturgia papal era estritamente regulada e mudada ou adaptada para rituais ou situações (por exemplo, no Domingo de Ramos ou na Purificação da Santíssima Virgem, quando o Papa não podia distribuir os ramos ou velas ele mesmo, ele era substituído por um dos cardeais; o que significava uma mudança na ordem de recepção dos ramos ou velas pelos dignatários especiais, bem como uma mudança na cerimônia: nem os pés nem os joelhos eram beijados [dependendo da dignidade daquele que recebe um ramo ou uma vela], mas tão somente beijava-se o anel do cardeal que substituía o Papa, etc.). [em virtude do citado documento (Pontificalis Domus), decidiu-se que a procissão Papal não mais seria composta por leigos].

III. Outro elemento, não menos importante e que não deve ser omitido, é uma grande mudança na diplomacia e nos costumes (a.), e na regulação da mentalidade litúrgica (b.):

a. O Papa não mais utiliza um coche (que bem antes do último concílio fora já substituído por um automóvel – o “papamóvel”), do qual certos gostariam de ver o retorno; o Santo Padre não mais viaja [em Roma, muito menos pelo mundo] acompanhado por sua Corte – o que é relacionado com as mudanças supra-mencionadas do Palácio. Antigamente, para cada capela papal, conforme seu local e gênero (forma, solenidade), o Papa, seus cardeais, os bispos, e outros dignatários, também leigos, partiam de seus palácios ou apartamentos para o local da celebração acompanhados por seus cortesãos (servidores ou subordinados). O Romano Pontífice, então, era recebido em localizações especialmente designadas (como a sala de paramentos) por determinadas pessoas (cardeais assistentes etc.).

Por exemplo, o Santo Padre Pio VII, de feliz memória, durante sua viagem à Paris, foi escoltado por toda a nobreza romana (eclesiástica e leiga) a partir de Roma, desde a Porta Angélica. Foi ele, pois, acompanhado por 108 pessoas (cardeais, como o Cardeal Antonelli, arquidiácono do Sacro Colégio; arcebispos; secretários; capelães; caudatari; mestres de cerimônia, etc.), como escreveu em seu diário Francesco Cancellieri, famoso padre e erudito.

Este é apenas um dos muitos elementos da etiqueta diplomática da corte, da vida papal diária e do funcionamento da Cúria Romana esquecidos, abandonados ou substituídos (muito devido ao progresso tecnológico e à dinâmica mudança do mundo atual – esta que descrevemos era a Roma do século XVIII, não aquela do século XX, muito menos a do início do século XXI).

b. Mesmo se ainda hoje cardeais servem o Papa como diáconos assistentes (cardeais diáconos paramentados de dalmáticas), exercendo uma função honorífica para a maioria da hierarquia e do “clero purpurado” (bispos e prelados), para muitos (clero e laicato) é impensável que eles fossem porta-velas (a chamada bugia) ou porta-Missais durante a Missa dita pelo Papa, ou então que desempenhassem o papal de levar as galhetas ao altar, servissem como turiferários, ou segurassem as franjas dos paramentos papais (fimbria, ou então falda).

IV. Quando se comenta uma possível celebração de uma Missa Papal Solene pelo Romano Pontífice, surge normalmente a questão da Tiara Papal (pode-se achar fotomontagens de alta qualidade mostrando o Santo Padre coroado com a Tiara – infelizmente tais imagens normalmente não correspondem às rubricas antigas); questão esta ainda mais comentada após o oferecimento ao Santo Padre de seu próprio Triregno.

Estritamente, a Tiara não é uma cobertura litúrgica (durante a Missa, ela é colocada no altar, sendo carregada por um dignatário especial da Cúria Romana – ofício o qual foi abolido pela Carta Apostólica Pontificalis Domus, 6, §4), e seu uso era regulado pelos livros do cerimoniário apostólico (o Caerimoniale Romanum).

Assim sendo, o Vigário de Cristo deveria aparecer coroado com sua Tiara, carregado na sedia gestatória e abençoando os fiéis, a priori, nos seguintes dias: Quattro Santi Coronati, São Martinho, São Clemente, Domingos Gaudete e Laetare, Natal, Santo Estevão, Epifania, Páscoa, Segunda-feira de Páscoa, Domingo do Bom Pastor, Ascenção, Pentecostes, São Pedro e São Paulo, São Silvestre, no aniversário de sua coroação (o que não tem ocorrido a partir do reinado de Paulo VI, mesmo que, teoricamente, o Papa ainda possua o direito de utilizá-la; como é bem conhecido, aquele Pontífice renunciou ao uso da Tiara, deixando aos seus sucessores a escolha de ser coroado ou não; Desde então não mais vimos o Bispo de Roma coroado).

V. Outros problemas e dificuldades são oriundos da reforma litúrgica pós-conciliar (simplificação dos paramentos, das cerimônias, mudanças nas orações, no canto, etc.). Vários dos antigos paramentos, como, por exemplo, a falda, o fanon, o subcingulum (também chamado de subcinctorium), os paramentos episcopais, como os sapatos (ornados com cruzes douradas no caso do Romano Pontífice para serem beijados), ou então as luvas, estão hoje renegados aos museus, exibidos em exposições ou seguramente trancados em sacristias.

Os princípios, as primeiras implementações e os efeitos da Reforma Litúrgica Papal são resumidamente apresentados na obra testamentária do seu criador e idealizador Annibale Bugnini (The Reform of the Liturgy 1948 – 1975, Collegeville 1990, p. 805 – 817 = chapter 52: The Papal Chapel).

Os tópicos supra-apresentados poderiam ser expandidos, mas isto iria além do que pretendemos neste artigo.

In nuce, são estas algumas diferenças ou dificuldades, mudanças ou problemas práticos (por exemplo: item 1: há décadas o papa diz pessoalmente cada missa, o que tem origem na abolição das missas coram epíscopo/Summo Pontifice [celebrada em presença de um bispo ou do Sumo Pontífice]; item 3: é hoje em dia impensável que o Santo Padre, sendo mais digno de todos, tão somente assista à uma Missa em vez de celebrá-la ele mesmo) relacionados à uma possível adaptação da Missa Papal Solene às condições atuais pelo Ofício das Celebrações Litúrgicas Papais. Ofício este que possui os meios adequados para fazê-lo: fontes, comentários e documentos (arquivo extremamente rico contendo, por exemplo, todos os Diários de todos os Mestres de Cerimônias dos Papas – infelizmente muitos inacessíveis ou não publicados), e experts (mestres de cerimônias, consultores e até historiadores e pesquisadores de todos os cantos do mundo, como o Prof. Nersinger, que recentemente publicou uma monumental obra sobre a liturgia da corte pontifícia como era celebrada até a reforma da segunda metade do século XX).

Tradução: MVM.

Atenção do Papa à Missa Tridentina

2012 Março 19
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Publicado por jar

Papa concede indulgência aos que assistirem à inauguração de primeira igreja dedicada à Missa Tridentina na Inglaterra.

Fonte: A Catholic Life 
Tradução: Fratres in Unum.com

O Papa Bento XVI está oferecendo uma Benção Papal com Indulgência Plenária a todos os fiéis que comparecerem à grande abertura do Santuário dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de Santa Filomena, em New Brighton, Wirral [Inglaterra], em 24 de março.

Cônego Olivier Meney, do Instituto Cristo Rei, celebra Missa no novo Santuário.Cônego Olivier Meney, do Instituto Cristo Rei, celebra Missa no novo Santuário. A Missa marcará a abertura do Santuário, seguindo o fechamento da paróquia em 2008 em meio a um aumento nos custos de manutenção e reparos.

O Santuário será um lugar especial de oração e devoção aberto todos os dias para a adoração da Santíssima Eucaristia. A igreja também servirá como um centro na Diocese de Shrewsbury para a celebração da Santa Missa e demais sacramentos na Forma Extraordinária em Latim do Rito Romno. A Paróquia dos Santos Apóstolos e Mártires é servida pela Igreja Paroquial dos Mártires Ingleses e o Padre Philip Moor, o pároco, assistirá à Missa de abertura.